Taxa de desemprego no trimestre encerrado em junho atinge menor resultado desde 2015, segundo IBGE, com índice de 6,9%.
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No trimestre móvel anterior, encerrado em março, a taxa de desemprego estava em 7,9%, evidenciando uma queda significativa para os índices atuais. Em contraste, no segundo trimestre de 2023, o índice era de 8%. A marca de 6,9% alcançada em junho representa menos da metade do pico histórico registrado em março de 2021, durante o auge da pandemia de covid-19, quando a taxa atingiu 14,9%.
A pesquisa revelou que o número de pessoas desempregadas que estavam em busca de trabalho chegou a 7,5 milhões, o menor resultado desde fevereiro de 2015, representando uma queda de 12,5% em relação ao trimestre anterior. Além disso, a população ocupada alcançou um novo recorde, totalizando 101,8 milhões de pessoas, confirmando um aumento de 1,6% em relação ao trimestre anterior e 3% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Destaca-se que o número de empregados no setor privado atingiu o máximo registrado, com 52,2 milhões de trabalhadores, impulsionado pelo recorde de trabalhadores com carteira assinada (38,4 milhões) e sem carteira (13,8 milhões). A população desalentada, que desistiu de procurar emprego, também apresentou redução para 3,3 milhões no trimestre encerrado em junho.
Os dados da Pnad são fundamentais para entender o cenário do mercado de trabalho no Brasil e são complementados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em junho, o país registrou um saldo positivo de 201.705 empregos, representando um aumento de 29,5% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o saldo de empregos foi de 1,3 milhão, e nos últimos 12 meses, 1,7 milhão de vagas foram geradas.
Esses dados refletem uma melhora progressiva no mercado de trabalho brasileiro, com uma redução significativa na taxa de desemprego e um aumento no número de empregos gerados, sinalizando uma recuperação econômica positiva.