
Imigrantes sem documentos nos EUA contribuem com bilhões em impostos, aponta estudo
De acordo com um estudo recente, estima-se que cerca de 11 milhões de trabalhadores sem documentos vivam nos Estados Unidos, muitos há décadas. A maioria desses imigrantes é procedente do continente americano, sendo que pouco mais de 4 em cada 10 são do México. Além disso, quase um quarto desses trabalhadores sem documentos vem de Ásia, África, Europa e Ilhas do Pacífico.
Apesar de representarem apenas 3,4% da população total, os imigrantes sem documentos constituem 4,7% da força de trabalho nos EUA, mostrando uma alta taxa de participação nesse setor. Segundo o estudo, se esses trabalhadores tivessem permissão de trabalho, sua contribuição fiscal anual poderia chegar a 136,9 bilhões de dólares (cerca de R$ 775 bilhões).
Marco Guzmán, coautor do estudo e analista político da ITEP, uma organização sem fins lucrativos, ressaltou em nota que, independentemente da situação migratória, todos contribuem pagando impostos. Essa arrecadação é essencial para financiar o sistema de pensões (Seguridade Social) e o sistema médico público (Medicare) nos EUA, dos quais os trabalhadores sem documentos estão atualmente excluídos.
No entanto, esses imigrantes sem documentos não têm acesso a benefícios fiscais disponíveis para outros contribuintes regulares, como vantagens por filhos ou por baixa renda. Mesmo assim, sua contribuição tributária se converte em benefícios para as administrações locais e federais.