Copom mantém taxa Selic em 10,5% ao ano em meio a cenário global incerto e dinamismo da economia brasileira

A decisão do Copom de manter a taxa de juros inalterada foi motivada pelo cenário externo adverso e pela performance dos indicadores de atividade econômica e mercado de trabalho, que continuam apresentando um dinamismo maior do que o previsto. A resiliência na atividade econômica, o aumento das projeções de inflação e as expectativas desancoradas demandam do Copom um acompanhamento diligente e cauteloso.
Segundo a nota divulgada pelo Comitê, a decisão visa consolidar o processo de desinflação e garantir a ancoragem das expectativas em torno da meta estabelecida. A política monetária continuará contracionista por tempo suficiente para garantir esse processo, além de assegurar a convergência da inflação à meta estipulada.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação oficial, medida pelo IPCA. Em junho, o IPCA apresentou um aumento de 0,21%, abaixo da taxa registrada no mês anterior. No acumulado do ano, o IPCA subiu 2,48%, enquanto nos últimos 12 meses atingiu 4,23%, acima dos 3,93% observados no período anterior.
Para 2024, o Conselho Monetário Nacional estabeleceu uma meta de inflação em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Tanto o Banco Central quanto o boletim Focus indicam que a inflação oficial deverá fechar o ano em torno de 4%, com um cenário de inflação controlada no horizonte.