Produção científica brasileira cai 7,2% em 2023, segundo relatório da Elsevier, em meio à 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Esses dados são preocupantes, já que o volume de publicação de artigos reflete o investimento feito em pesquisa científica nos anos anteriores. Em 2022, houve um significativo aumento nos valores das bolsas federais de mestrado e doutorado, além de uma liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que ultrapassou R$ 10 bilhões. Para este ano, a perspectiva é de que o fundo financie R$ 12 bilhões.
A produção científica brasileira vinha crescendo de forma constante nos últimos 25 anos, mas agora enfrenta uma queda significativa, que traz consequências para o avanço do conhecimento e para a solução de questões importantes, como tratamentos de doenças, questões sociais e avanços na agropecuária.
A área de ciências médicas foi a mais afetada, com uma redução de 10% na produção de artigos. Apenas duas das 31 instituições de pesquisa mais importantes do país não registraram queda na atividade científica. Esses números refletem um cenário preocupante não apenas para o Brasil, mas também para outros países que também enfrentaram reduções na produção científica em 2023.
A 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação teve início hoje em Brasília, com a expectativa de resultar em uma proposta de estratégia para a área e um plano de ação que favoreça a reindustrialização do país. O evento, que conta com a participação do físico Sérgio Rezende, ex-ministro de Ciência e Tecnologia, ocorre até quinta-feira no Espaço Brasil 21, e pode ser acompanhado pelo canal do MCTI no YouTube.
É importante que medidas sejam tomadas para reverter essa queda na produção científica, garantindo que o Brasil continue avançando no conhecimento e na solução de problemas relevantes para a sociedade.