Inflação do aluguel desacelera em julho, mas acumula alta de 3,82% em 12 meses, segundo dados da FGV

Apesar da queda no índice, é importante ressaltar que a desaceleração não significa que os preços dos produtos ficaram mais baixos, mas sim que subiram em um ritmo mais lento em comparação com o período anterior. No acumulado de 2024, o IGP-M acumula alta de 1,71%, enquanto nos últimos 12 meses atinge 3,82%.
A Fundação Getúlio Vargas calcula o IGP-M a partir de três outros índices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a evolução dos preços no atacado; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que reflete o custo da cesta de consumo das famílias; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que impacta o setor de obras.
A desaceleração do IGP-M foi impulsionada, principalmente, pela queda nos preços dos alimentos in natura, tanto no índice ao produtor quanto ao consumidor. O coordenador da pesquisa, André Braz, destaca que no grupo de alimentos, o subitem hortaliças e legumes teve uma variação significativa, passando de 5,36% para -8,78% na medição mais recente.
Apesar da desaceleração nos últimos meses, o acumulado de 12 meses do IGP-M aumentou, passando de 2,45% em junho para 3,82% em julho. Isso se deve à saída do dado de julho de 2023 na base de cálculo, que apresentava uma deflação de 0,72%.
O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel por servir como base para o cálculo do reajuste anual de muitos contratos imobiliários. A desaceleração do índice reflete a dinâmica do mercado e os impactos nos preços dos produtos e serviços para os consumidores.