
CNE e suas manobras eleitorais na Venezuela
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão responsável por anunciar a vitória do ditador Nicolás Maduro nas eleições na Venezuela, tem sido alvo de polêmicas e contestações por suas práticas ao longo dos anos. A origem do CNE remonta a 1999, quando foi estabelecido por Hugo Chávez, como parte da Constituição que moldou a estrutura institucional do país durante a era chavista.
O órgão, que deveria ser composto por cinco membros sem vínculos políticos, tem sido acusado de diversas irregularidades ao longo de seus 25 anos de existência. Em muitas ocasiões, a composição do CNE não seguiu as normas constitucionais, com membros ligados ao regime chavista ocupando posições de destaque.
Em 2021, sob pressão internacional, a oposição conseguiu emplacar dois representantes no conselho, uma proporção inédita em quase duas décadas. No entanto, mesmo com essa mudança, as eleições continuaram a levantar questionamentos sobre a transparência do processo.
Em 2023, durante a preparação para as eleições, o CNE voltou a ser alvo de críticas. Após a oposição solicitar assistência técnica para suas primárias, membros chavistas renunciaram aos seus cargos, prejudicando o andamento do processo. As eleições primárias enfrentaram problemas logísticos e acabaram suspensas pela justiça venezuelana, em meio a alegações de fraude.
Esses episódios evidenciam a contínua interferência do regime chavista no sistema eleitoral venezuelano, minando a credibilidade do CNE e levantando dúvidas sobre a legitimidade dos resultados eleitorais no país. A comunidade internacional tem pressionado por mudanças e por eleições livres e justas na Venezuela, mas os desafios persistem.