Brasil encerra junho com saldo positivo de quase 202 mil empregos formais, impulsionado pelos setores de serviços e indústria

O setor de serviços foi o que mais contribuiu para o saldo positivo, com a geração de 87.708 postos de trabalho, seguido pelo comércio com 33.412 postos, pela indústria com 32.023 postos, agropecuária com 27.129 postos e construção com 21.449 postos. Destaca-se o crescimento expressivo do setor industrial, que registrou um aumento de 165% em relação ao mesmo período do ano passado.
No acumulado do ano, de janeiro a junho de 2024, o saldo de empregos foi de 1.300.044, enquanto nos últimos 12 meses, de julho de 2023 a junho de 2024, foi registrado um saldo de 1.727.733 empregos.
Apenas o estado do Rio Grande do Sul apresentou um saldo negativo de empregos, com -8.569 postos, influenciado pelas enchentes ocorridas em maio. No entanto, o estado demonstra uma tendência de recuperação em relação ao mês anterior. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou a surpresa positiva diante da situação e afirmou que é esperado um saldo negativo também no próximo mês.
O salário médio de admissão em junho foi de R$ 2.132,82, com uma queda de 0,2% em relação ao mês anterior. Já em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 2,1% no ganho real.
Ao apresentar os dados, o ministro ressaltou a importância de retomar a redução da taxa de juros no país, alegando que isso contribui para melhores salários e redução da informalidade. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 10,5% ao ano na reunião de junho, interrompendo o ciclo de cortes iniciado há quase um ano.
Marinho expressou a expectativa de que o saldo de empregos acumulado em 2024 alcance a marca de 2 milhões de novos postos de trabalho.