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Eleição venezuelana: Maduro reeleito com 51,21% dos votos em triunfo da independência nacional apesar das sanções.

O presidente Nicolás Maduro declarou vitória na eleição venezuelana em um discurso realizado em frente ao Palácio Miraflores, sede do governo, em Caracas, na madrugada de segunda-feira (29). Maduro enalteceu o resultado como um triunfo da independência nacional, destacando que a Venezuela conseguiu vencer apesar das sanções e das pressões externas.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país anunciou que Maduro foi reeleito com 51,21% dos votos, porém a principal campanha opositora, liderada por Edmundo González, se recusou a reconhecer o resultado. A opositora Maria Corina Machado denunciou que nem todas as atas das urnas foram entregues às testemunhas da oposição, pedindo que as Forças Armadas nacionais garantam a vontade popular.

O presidente reeleito fez um apelo ao diálogo com os setores da oposição e pediu respeito ao resultado das urnas por parte dos demais países. Maduro também criticou o presidente da Argentina, Javier Milei, que se recusou a reconhecer o resultado da eleição, chamando-o de “bicho covarde” e “traidor da pátria”.

A líder opositora Maria Corina Machado, que foi impedida de participar da eleição por uma condenação judicial, afirmou que a luta contra o resultado continuará, destacando que apenas 40% das atas eleitorais foram acessadas pela oposição. Ela alegou que a diferença de votos é muito grande e que centenas de mesas eleitorais não entregaram as atas aos fiscais da oposição.

A expectativa agora é que o CNE publique todas as atas com os resultados eleitorais por urna, o que possibilitará verificar a veracidade dos dados. Lideranças de diversos países se dividem entre os que não reconhecem o resultado, os que pedem a publicação das atas e os que parabenizaram Maduro pela vitória.

Apesar das dúvidas levantadas pela oposição e por alguns países, organizações internacionais como o Centro Carter e a Missão de Observação da União Europeia não encontraram indícios de fraude nos pleitos venezuelanos recentes. A Venezuela continua no centro de uma controvérsia eleitoral que envolve questionamentos, denúncias e apelos ao diálogo por parte de diferentes atores políticos e internacionais.

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