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Novo presidente do TSE, Cármen Lúcia, promove mudanças na gestão de combate às fake news em relação ao antecessor Alexandre de Moraes.






Cármen Lúcia promove mudanças no TSE

Cármen Lúcia promove mudanças no TSE

Os primeiros passos de Cármen Lúcia como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam para uma mudança significativa em relação à gestão anterior de Alexandre de Moraes. Uma das principais agendas da ministra é reformular a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, órgão criado por Moraes para combater as fake news e que deve receber um novo nome em breve.

Além disso, a gestão de Cármen busca reduzir os conflitos entre o TSE e as grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs, que tiveram uma relação conturbada nos últimos anos. O Tribunal já sinalizou uma abordagem mais conciliadora nas discussões com as plataformas digitais para as próximas eleições.

Uma das estratégias em andamento envolve a negociação de memorandos de entendimento entre o TSE e as big techs, que estabelecerão diretrizes para a análise e possível remoção de conteúdos desinformativos durante o processo eleitoral. Esse é um passo importante na regulamentação do Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia (CIEDDE), iniciativa central de Moraes nesse combate.

Cármen também tem se mostrado receptiva às demandas das plataformas, como o aumento do prazo de resposta das denúncias de conteúdo falso de 2 horas para 24 horas, atendendo ao pedido das empresas. Além disso, a identificação dos funcionários das plataformas envolvidos nas análises de denúncias será feita pelo setor da empresa, em vez do nome individual, como proposto por Moraes.

A presidente do TSE já se reuniu com representantes das big techs e planeja assinar os memorandos de entendimento em agosto, evidenciando sua abordagem mais aberta e colaborativa em relação às empresas de tecnologia.

As mudanças promovidas por Cármen Lúcia também se refletem em outros aspectos, como a recente decisão de não enviar representantes do tribunal para a eleição na Venezuela, após o ditador Nicolás Maduro questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. A ministra demonstra uma postura mais cautelosa e busca evitar qualquer atitude que possa ser interpretada como censura, em contraposição à gestão anterior.

A atuação de Cármen Lúcia à frente do TSE promete trazer novos rumos para o combate à desinformação e para a relação entre a corte eleitoral e as empresas de tecnologia, marcando uma nova fase na condução das questões eleitorais no Brasil.

Fonte: Informações colhidas de forma independente pelo jornalista.


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