
Ministro diz que sistema eleitoral venezuelano é transparente. Em meio a desconfianças internacionais e pronunciamentos contundentes de Nicolas Maduro, afirmando que pode acontecer “banho de sangue” caso não seja eleito, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, disse em pronunciamento que o “sistema eleitoral foi construído para garantir maior transparência possível”.
Problema diplomáticos
Na sexta-feira (26), um avião saindo do Panamá com ex-lideranças de vários países foi impedido de voar à Venezuela. O grupo com representantes do próprio Panamá, além do México, Bolívia e Costa Rica, disse que foi orientado a desembarcar, pois não tinha a permissão para partir. Maduro havia fechado as fronteiras da Venezuela poucas horas antes, às vésperas das eleições.
Celso Amorim vai representar o Brasil. O assessor especial da Presidência viajou para a Venezuela após um impasse diplomático provocado por declarações de Maduro sobre o sistema eleitoral brasileiro. O Tribunal Superior Eleitoral chegou a cancelar a visita de técnicos nacionais ao país vizinho, mas Lula incentivou a presença de observadores em território venezuelano.
Diante das falsas declarações contra as urnas eletrônicas brasileiras, que, ao contrário do que afirmam as autoridades venezuelanas, são auditáveis e seguras, o Tribunal Superior Eleitoral não enviará técnicos.
TSE, em nota
Histórico parceiro chavista, Alberto Fernández, ex-presidente argentino, não estará na Venezuela para as eleições. Após declarações de Fernandez a uma rádio onde defendeu “respeito ao processo democrático” no país e assinalou que Maduro deve aceitar o resultado em caso de derrota nas eleições, o ex-chefe do executivo argentino foi desconvidado.