Inverno aumenta internações por infarto em até 12% no Brasil, alertam especialistas. Medidas preventivas são essenciais para reduzir riscos.

A doutora Aurora destacou que diversos aspectos fisiopatológicos contribuem para esse aumento de infartos durante o inverno. O frio, por exemplo, faz com que os vasos sanguíneos se contraiam em resposta às baixas temperaturas, o que pode levar a um aumento na pressão arterial e sobrecarregar o coração. Além disso, o número de internações por infecções respiratórias durante o inverno também é um fator que pode instabilizar placas de gordura nas artérias coronárias e favorecer a formação de trombos.
É importante estar atento aos sintomas de um infarto, que muitas vezes se manifestam como dor prolongada no peito, podendo irradiar para o braço esquerdo. No entanto, também podem ocorrer apresentações atípicas, como desconforto, falta de ar e cansaço. A recomendação é procurar ajuda médica imediatamente ao sentir esses sintomas, pois o tempo de espera pode resultar em danos irreversíveis ao músculo cardíaco.
Para prevenir infartos no inverno, o cardiologista Flavio Cure recomenda que pessoas com propensão a doenças cardiovasculares controlem a pressão arterial, o peso, a glicose e o colesterol. Além disso, é importante manter uma boa hidratação, já que o sangue tende a ficar mais espesso no frio. O médico ressalta que qualquer pessoa está sujeita a um infarto, mas aqueles com alterações na circulação cardíaca possuem um maior risco.
É importante ressaltar que o infarto é mais frequente em homens do que em mulheres, sendo mais comum em homens a partir dos 50 anos e em mulheres acima dos 60 anos. Embora casos de infarto em jovens sejam mais raros, eles também podem ocorrer, principalmente se houver alguma doença de base. Portanto, é fundamental que todos estejam atentos aos sintomas e adotem medidas preventivas para reduzir os riscos de infarto, especialmente durante o inverno.