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Delegado de Polícia Civil é denunciado por discriminação e injúria racial em casos envolvendo Marielle Franco e ministro da Educação.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) tomou uma atitude firme ao denunciar o delegado de Polícia Civil Maurício Demétrio Afonso Alves pelos crimes de discriminação e injúria racial. A denúncia apresentada relata três episódios perturbadores em que o delegado evidenciou seu preconceito e fez comentários racistas, atitudes que não podem ser toleradas em uma sociedade que luta pela igualdade e respeito entre todos os cidadãos.

Os atos de discriminação e injúria racial cometidos por Maurício Demétrio foram realizados por meio do aplicativo Whatsapp, revelando a forma como essas manifestações de ódio podem estar presentes até mesmo nas redes sociais. Em um dos casos, datado de outubro de 2018, o delegado se referiu a uma delegada aposentada de maneira desrespeitosa, utilizando termos racistas como “macaca” e “criola”. Em outro momento, em 2020, ele fez um comentário pejorativo ao mencionar o então ministro da Educação, utilizando a expressão “tinha que ser preto”.

Além desses episódios lamentáveis, há também o caso em que o delegado ironizou a morte da vereadora Marielle Franco em março de 2018, evidenciando um preconceito racial que não pode ser aceito de forma alguma. O Ministério Público do Rio de Janeiro requer não apenas a condenação do delegado pelos dois crimes, mas também exige uma compensação financeira por danos morais, tanto para a delegada ofendida quanto para a sociedade em geral.

Recentemente, em janeiro deste ano, Maurício Demétrio Afonso Alves foi condenado a 9 anos e 7 meses de prisão por obstrução de Justiça, demonstrando um padrão de comportamento inadequado e desonesto. Sua atuação como delegado, responsável por investigar crimes, acabou sendo comprometida por suas próprias ações fraudulentas e antiéticas. A prisão do delegado enquanto liderava a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) mostra o triste desfecho de uma carreira manchada por corrupção e racismo.

Diante de casos como esse, é fundamental que a justiça seja feita e que sejam aplicadas punições exemplares, a fim de combater efetivamente atitudes discriminatórias e preconceituosas em nossa sociedade. A denúncia e condenação do delegado Maurício Demétrio reforçam a importância de se promover o respeito à diversidade e a igualdade racial em todos os setores da nossa sociedade.

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