Número de mortes por policiais militares em serviço no estado de São Paulo quase dobra no primeiro semestre, aponta levantamento do Ministério Público.

O mês de fevereiro se destacou com 73 mortes decorrentes de ações policiais, mais do que o triplo do número de vítimas do mesmo mês em 2023, que foi de 24. Uma das justificativas para esse cenário alarmante está relacionada às operações policiais na Baixada Santista, especificamente a Operação Escudo e a Operação Verão, que foram alvo de críticas devido à violência policial.
Recentemente, a Justiça aceitou uma denúncia contra dois policiais militares que participaram da Operação Escudo. Eles são acusados de executar uma pessoa em julho do ano passado, na Baixada Santista. Os PMs teriam ainda alterado a cena do crime e apagado imagens de câmeras no local. Esses episódios chamam a atenção para a conduta dos agentes de segurança pública e levantam questionamentos sobre a atuação da polícia em São Paulo.
A Secretaria de Segurança Pública do estado se pronunciou afirmando que as mortes ocorrem em situações em que os criminosos reagem de forma violenta e que todos os casos são devidamente investigados pela corregedoria, Ministério Público e Poder Judiciário. No entanto, a escalada da letalidade policial levanta preocupações e demanda maior transparência e responsabilização por parte das autoridades.
Diante desse panorama, a sociedade civil e as organizações de defesa dos direitos humanos clamam por medidas efetivas para conter a violência policial e garantir a proteção da vida dos cidadãos, sem que isso represente uma violação dos direitos fundamentais. É fundamental que haja um debate amplo e democrático sobre a segurança pública no estado de São Paulo, visando promover uma atuação policial pautada pela legalidade e respeito aos direitos humanos.