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Desentendimento entre Alcolumbre e bolsonaristas gera polêmica no Senado
Segundo aliados das senadoras Soraya e Eliziane, houve um desentendimento entre Davi Alcolumbre e os bolsonaristas no Senado. Embora reconheçam que as duas candidatas não contam com a simpatia da oposição, eles estão buscando obter apoio ao apelar para a divergência com o favorito Alcolumbre.
Um dos argumentos utilizados pelos aliados das senadoras é que o atual presidente, que também é cabo eleitoral de Alcolumbre, priorizou os governistas. Eles afirmam que os senadores da oposição não tiveram a oportunidade de dirigir nenhuma das principais comissões do Senado durante o mandato de Pacheco.
A oposição, por sua vez, também menciona um nome feminino como possível candidata: a senadora Tereza Cristina (PP-MS). A assessora de Tereza Cristina informou que a senadora se sente honrada com a menção, mas ainda não avaliou a possibilidade de concorrer à presidência do Senado.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), companheira de Parlamento e de oposição, endossa a sugestão de Tereza Cristina como candidata feminina. Ela ressalta que a senadora tem todas as qualidades necessárias para se tornar a primeira mulher a dirigir o Senado.
Além disso, há um esforço para convencer as 15 senadoras a votar em uma chapa feminina. A lista inclui parlamentares de oposição alinhadas com o bolsonarismo e as duas ex-ministras de Jair Bolsonaro. Mesmo que não sejam eleitas, Eliziane e Soraya desejam estabelecer a tradição de sempre haver uma senadora disputando o comando da Casa.
Chega de ser coadjuvante
Eliziane e Soraya já se reuniram com a líder da bancada feminina no Senado, Leila Barros (PDT-DF), para apresentar o projeto de candidatura feminina à presidência durante uma reunião em 10 de julho.