
Milhares de africanos enfrentam perigos em busca de uma nova vida
No continente africano, a pobreza, o desemprego e a falta de perspectivas econômicas têm levado milhares de pessoas a se arriscarem em uma perigosa rota migratória em direção às Ilhas Canárias, na Espanha. Embarcando clandestinamente em canoas ou barcos precários, sob condições terríveis, esses migrantes buscam um futuro melhor do outro lado do oceano Atlântico.
De acordo com dados da OIM (Organização Internacional para as Migrações), mais de 19.700 migrantes chegaram ilegalmente às Canárias entre 1º de janeiro e 15 de julho de 2024, representando um aumento de 160% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 7.590 migrantes. Esses indivíduos, vindos principalmente da África subsaariana, enfrentam uma jornada árdua e perigosa em busca de esperança e oportunidades.
Além da rota marítima em direção às Canárias, muitos migrantes optam por cruzar o deserto em direção ao Mediterrâneo, enfrentando diversos obstáculos e riscos ao longo da jornada. A ONG espanhola Caminando Fronteras relata que mais de 5.000 migrantes perderam suas vidas nos primeiros cinco meses de 2024 na tentativa de alcançar a costa espanhola, com a maioria das mortes ocorrendo na rota das Canárias.
Em relatos comoventes, sobreviventes contam o sofrimento vivido durante dias de navegação, à mercê da fome, da sede, do clima e das falhas mecânicas dos barcos precários. Em tragédias recentes, como as ocorridas ao largo da costa do Senegal, dezenas de migrantes perderam suas vidas, demonstrando os altos riscos envolvidos nessa busca desesperada por uma vida melhor.