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O Batismo do PCC: um rito de passagem no mundo do crime
“É um procedimento mais para pessoa se comprometer e receber o estatuto do PCC, além de responder às regras e respeitá-la”, afirmou um pesquisador especializado no assunto. Ele é autor do livro “A guerra: a ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil”, em conjunto com Camila Dias Nunes.
O que é o batismo do PCC?
Na prática, o batismo é o momento em que o novo integrante tem formalizada a sua entrada no PCC. Nas cadeias dominadas pela facção, um preso que não faz parte da organização criminosa é chamado de “primo” e tem o seu comportamento observado pelos integrantes.
Quando algum primo se destaca dos demais, os membros do PCC o enxergam como potencial convidado para um batismo. Para se tornar um irmão, é preciso um convite de pelo menos dois padrinhos, que são membros do PCC. Se a proposta for aceita, o batismo é sacramentado, após o novo membro ter conhecimento do funcionamento da facção e de suas regras.
Na formalização como irmão, o novo membro também conhece a história do PCC, se comprometendo a abandonar a individualidade em prol da coletividade da organização criminosa, pagando mensalidades, executando missões e mantendo um comportamento exemplar dentro das regras. Seria uma espécie de juramento de comprometimento.