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Houthis lançam míssil contra porto de Eilat em resposta a ataque israelense: “A resposta será enorme”, diz comando militar.





Crise no Oriente Médio: Houthis lançam míssil balístico contra porto de Eilat em retaliação a Israel

No dia seguinte ao primeiro ataque de Israel na atual crise do Oriente Médio, os houthis responderam lançando um míssil balístico contra o porto de Eilat, no sul do Estado judeu. De acordo com o comando militar dos rebeldes que controlam parte do Iêmen, este é apenas o começo de uma “resposta enorme”.

O porta-voz Yahya Saree afirmou à agência de notícias do grupo que dispararam “diversos mísseis” contra Eilat e atingiram um navio americano no mar Vermelho com drones e mísseis.

Até o momento, Israel confirmou apenas um lançamento, que foi interceptado pelo sistema de longa distância Arrow-3. Ainda não há informações sobre possíveis ações no mar Vermelho, que tem sido palco de intensa atividade dos rebeldes desde meados de outubro passado.

Ao longo dos meses, mais de 200 mísseis e drones foram lançados contra o sul de Israel, que fica a cerca de 1.800 km das costas controladas pelos houthis. O arsenal de armas fornecidas pelo Irã surpreendeu especialistas pela variedade e sofisticação.

Os houthis, que são xiitas e têm o apoio do Irã, enfrentam o governo apoiado pela Arábia Saudita, que pertence ao ramo majoritário sunita do Islã. A situação se agravou, levando os Estados Unidos e o Reino Unido a se unirem em ações de defesa no mar Vermelho.

A escalada de ataques tem gerado tensão na região, com a temida possibilidade de uma guerra aberta. Enquanto o conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza continua, as atenções se voltam também para a fronteira com o Líbano, onde as forças israelenses e o Hezbollah têm enfrentado atritos diários.

O Irã, que mantém uma postura agressiva em relação a Israel, também é uma incógnita no cenário. Após alguns episódios de confronto e retaliação entre as partes, a situação permanece volátil, com a recente eleição de um presidente moderado no Irã alimentando incertezas sobre os rumos da política externa do país.


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