
Nos últimos anos, a China tem enfrentado desafios em relação ao seu modelo econômico, levando alguns economistas a instigar Pequim a mudar o foco para o aumento da demanda por consumo, em detrimento de um modelo baseado no endividamento e no investimento direcionado para a indústria e infraestrutura, em detrimento das famílias.
O potencial de crescimento a longo prazo do país está em jogo, afirmam esses especialistas.
Mesmo diante dos desafios, o plenário reafirmou a busca da China por “novas forças produtivas”, conceito introduzido por Xi Jinping no ano passado, que envolve investimentos em pesquisa científica e atualizações tecnológicas no abrangente complexo industrial do país.
Segundo o documento oficial, o objetivo é promover avanços revolucionários em tecnologia, inovação na alocação de recursos produtivos e modernização industrial profunda.
Dentre as indústrias estratégicas destacadas estão: tecnologia da informação de nova geração, inteligência artificial, aviação e aeroespacial, novas energias, novos materiais, equipamentos de ponta, biomedicina e tecnologia quântica.
“O sistema industrial geral é grande, mas não é forte, é abrangente, mas não é refinado, as tecnologias essenciais e fundamentais são controladas por outros”, declarou Xi Jinping durante o plenário, conforme reportagem da mídia estatal.