
Servidores da Abin planejam Operação Padrão
Servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estão insatisfeitos com a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Público (MGI), e planejam iniciar uma Operação Padrão em suas atuações.
De acordo com a União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis), a proposta de reajuste é considerada a pior dos últimos tempos. Para a base, foi oferecido um “reajuste” zero em 2025, e para o topo da carreira, a proposta é de 9,5% em 2025 e 5% em 2026. Em nota, a Intelis criticou a proposta e expressou sua indignação com a situação.
Os funcionários se sentem humilhados com a falta de valorização e afirmam que a população brasileira pode ser prejudicada caso a operação padrão seja colocada em prática. Mesmo assim, eles alegam que chegaram a um ponto em que não podem mais aceitar ser tratados de forma inadequada.
Diante das atividades críticas que a Abin desempenha, como as eleições municipais, concursos nacionais unificados, reunião do G-20 e desintrusões de terras indígenas, os servidores alertam para o risco de sucateamento dos serviços prestados pela agência de inteligência se a proposta de reajuste não for revista.
Declaração da União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis)
Em nota, a Intelis ressaltou a gravidade da situação e a falta de consideração do governo em relação aos servidores da Abin. A equipe de negociação do MGI foi duramente criticada por ignorar os problemas apontados e por apresentar uma proposta considerada humilhante pelos profissionais.
Espera-se que o governo reveja a proposta e reconheça a importância do trabalho realizado pela Abin para a segurança e o interesse nacional. Caso contrário, a Operação Padrão pode ser colocada em prática, prejudicando a população e comprometendo as atividades da agência de inteligência.