
Eleições na Venezuela: Maduro acusa oposição de planejar fraudes
O presidente Nicolás Maduro, cuja reeleição em 2018 é questionada pelos Estados Unidos e por outros países, afirmou que o sistema eleitoral venezuelano é o mais transparente do mundo. No entanto, ele acusou a oposição de planejar fraudes e semear “caos e violência” durante o processo eleitoral.
Por outro lado, a oposição e grupos de defesa dos eleitores argumentam que as decisões logísticas do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) podem prejudicar o livre acesso ao voto dos 21,3 milhões de eleitores registrados no país. Andrés Caleca, ex-funcionário do CNE e candidato primário da oposição, afirmou que a intenção da situação deve ser rejeitada, pois visa manipular o desejo de mudança da maioria da população.
Das 15.797 seções eleitorais venezuelanas, pelo menos 8.000 terão apenas uma urna, um aumento em relação aos 6.800 locais na disputa presidencial de 2018. Com mais votos sendo depositados em cada urna, esses locais se tornam mais difíceis de monitorar em busca de possíveis fraudes, de acordo com a ONG regional Transparência Eleitoral.
Além disso, a utilização de urnas únicas pode atrasar o processo de votação e causar filas maiores, o que preocupa a oposição.
Diante desse cenário, as eleições na Venezuela têm sido alvo de intensos debates e controvérsias, com acusações mútuas entre o governo de Maduro e a oposição. Resta aguardar o desenrolar dos acontecimentos e acompanhar de perto os desdobramentos desse pleito eleitoral.