
Evento da direita brasileira fortalece estratégia bolsonarista
O encerramento da Cpac, principal evento anual da direita brasileira, em Balneário Camboriú (SC), neste domingo (7), teve como destaque o reforço da estratégia dos bolsonaristas de enfrentar o Poder Judiciário.
Dois pontos cruciais foram abordados durante o evento: o perdão aos presos pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 na praça dos Três Poderes e a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, visando sua possível candidatura à Presidência daqui a dois anos.
Bolsonaro, em suas declarações na Cpac, demonstrou confiança em reverter a decisão de inelegibilidade tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apostando na mudança na composição da corte.
O presidente mencionou a importância de uma bancada forte no Senado, responsável pela aprovação de ministros do STF e até mesmo pelo impeachment dos mesmos. Pré-candidaturas bolsonaristas ao Senado foram lançadas, com destaque para Eduardo Bolsonaro, Ricardo Salles e Bia Kicis.
Outro ponto relevante foi a saída do ministro Alexandre de Moraes do TSE em junho, uma notícia positiva para os bolsonaristas, uma vez que o presidente da corte eleitoral será Kassio Nunes Marques, um dos indicados por Bolsonaro. A estratégia visa pressionar o Judiciário a tomar decisões mais favoráveis ao ex-presidente, usando o caso de Lula como exemplo.
No evento, várias lideranças defendem a estratégia de fortalecer o campo bolsonarista progressivamente, conquistando capital político nas eleições municipais e negociando apoio nas Casas Legislativas. A expectativa é a erosão da popularidade de Lula em 2025, aliado às manifestações populares, para pressionar o Judiciário.
A presença de convidados internacionais e a expectativa de uma vitória de Donald Trump nas eleições americanas evidenciam a visão global dos bolsonaristas. A cautela estratégica de Bolsonaro em relação às especulações sobre sua candidatura também foi abordada no evento.