
No cenário político atual da França, o jornal Le Parisien destaca os seis principais candidatos que estão disputando a presidência da Assembleia Nacional. Este grupo diversificado representa diversas linhas políticas que surgiram após as eleições de 7 de julho, incluindo desde a esquerda radical até a extrema direita. Com a eleição ocorrendo por voto secreto, a expectativa é que essa decisão possa exigir até três turnos de votação.
Esquerda escolhe candidato comunista
O candidato comum da esquerda, o comunista André Chassaigne, desponta como favorito para a eleição, tendo em vista que a coalizão progressista Nova Frente Popular (NFP) conquistou a maioria relativa na Assembleia, com 190 deputados eleitos. Porém, outras forças políticas buscam negociações para barrar a vitória da esquerda e eleger um presidente de outro espectro ideológico.
Le Parisien relata que mesmo deputados da Reunião Nacional, de extrema direita, estariam dispostos a apoiar a reeleição da atual presidente da Assembleia, Yael Braun-Pivet, em um movimento para bloquear a esquerda. Contudo, sua candidatura é contestada até mesmo por aliados, como o partido Horizontes, de centro-direita, que optou por apoiar Naïma Moutchou.
“O resultado está longe de ser certo”, ressalta o jornal Libération. Com uma Assembleia dividida em três partes quase equitativas, a expectativa é de que o voto possa projetar a futura paisagem política do país, após dias de intensas negociações e conjecturas.
Crise política sem data para acabar
A presidência da Assembleia Nacional é um cargo estratégico e, dependendo do resultado desta votação, pode-se vislumbrar a formação de uma coalizão governamental para os próximos três anos do mandato do presidente Emmanuel Macron.