
O presidente Bolsonaro e a polêmica da anistia
O presidente defendeu não colocar “o carro na frente dos bois”. “Estamos em um processo de investigação, envolve a polícia, envolve a Justiça. Quando o processo tiver terminado, nós vamos discutir o que fazer”, declarou em entrevista à Record, exibida nesta noite. Lula já chegou a admitir no mês passado a possibilidade de anistia no futuro, mas afirmou que não se pode “precipitar a discussão”.
Bolsonaro defendeu a anistia, durante protesto na Avenida Paulista em fevereiro deste ano. No ato, o ex-presidente afirmou que o perdão seria uma forma de “conciliação” e passar uma “borracha no passado” no país. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) renovou o pedido na semana passada, ao participar de um evento da direita. Parlamentares já apresentaram ao Congresso Nacional projetos de lei para conceder a anistia, que se tornou bandeira da extrema-direita brasileira.
O ex-presidente é investigado por suposta participação no 8 de janeiro. Ele é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura os incitadores e autores intelectuais dos atos golpistas. A investigação pode culminar no indiciamento do ex-presidente.
O STF já condenou mais de 200 pessoas pela intentona golpista. Entre os crimes julgados pela Corte, estão associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Sucessão no Banco Central
Lula afirmou que não definiu o nome que vai indicar para a sucessão de Roberto Campos Neto. Ele rechaçou as pressões para anunciar a escolha do novo presidente do Banco Central até agosto e destacou estar sem pressa para tomar a decisão. “Eu acho engraçado na política a quantidade de gente que dá palpite em coisa que não deveria dar palpite. Eu vou escolher a pessoa na hora certa. Na hora que eu tiver um nome correto, vou chamar o Haddad, conversar com o Haddad. Estou com muita paciência e tranquilidade (para fazer a escolha)”, disse o presidente, que afirmou receber muitas sugestões de nomes.