
Na manhã de terça-feira, 16 de junho, a divulgação de um áudio comprometedor envolvendo o presidente Jair Bolsonaro (PL) trouxe à tona mais um escândalo político. O material revela uma sugestão do presidente em uma reunião com as advogadas de seu filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para uma possível interferência no caso de “rachadinha” que vem sendo investigado no Rio de Janeiro.
A reunião ocorreu em 25 de agosto de 2020 e foi gravada por Alexandre Ramagem (PL-RJ), na época diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). No áudio, Bolsonaro sugere que seria adequado ter uma “conversa” com o chefe da Receita Federal a respeito do caso envolvendo Flávio. No dia seguinte, as advogadas Juliana Bierrenbach e Luciana Pires se encontraram com José Tostes Neto, então secretário especial da Receita.
O sigilo da gravação foi suspenso pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o que gerou um intenso debate político. Enquanto Fabio Wajngarten, ex-assessor e advogado de Jair Bolsonaro, defendeu o presidente, alegando seu amor pelo Brasil, Flávio Bolsonaro se pronunciou afirmando que não foram tratadas ilegalidades na reunião.
As advogadas, por sua vez, afirmaram que a reunião era necessária diante da situação do processo, mas que não esperavam a presença do presidente. Juliana Bierrenbach chegou a dizer que foi um susto encontrá-lo na audiência.
Além disso, registros revelam que outras reuniões ocorreram posteriormente, entre Flávio Bolsonaro, as advogadas e o secretário da Receita. O órgão afirmou que não é incomum receber cidadãos para prestar esclarecimentos sobre situações fiscais e jurídicas.
Diante de tantas reviravoltas e especulações, o caso segue em investigação, gerando ainda mais polêmica no cenário político brasileiro. A população aguarda ansiosamente por respostas claras e transparentes, enquanto o peso das acusações paira sobre o governo e seus representantes.