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Prefeito contesta acusações de baixo desempenho na entrega de obras
O prefeito Nunes defendeu-se das críticas de que sua gestão realizou poucas entregas durante seu mandato. Em entrevista, ele destacou que houve um grande aumento nos investimentos, principalmente no programa de recapeamento viário e nas ações de combate às enchentes. Segundo ele, mesmo diante dos desafios causados pelas mudanças climáticas, sua administração avançou consideravelmente na prevenção de enchentes. Nunes ressaltou: “Se somarmos os investimentos dos últimos 18 anos, ainda assim não alcançaremos o que já investimos durante meu mandato.”
De acordo com um levantamento realizado pelo jornal Folha de S.Paulo, apenas 32 das 86 metas estabelecidas pela Prefeitura foram concluídas até o final de 2023.
Nunes também abordou as questões relacionadas à contratação de obras emergenciais e enfatizou que possíveis crimes nesse processo não podem ser atribuídos à Prefeitura, mas sim às empresas contratadas. Ele explicou que as normas e procedimentos para obras emergenciais são claros e delimitados por leis, sendo conduzidos por engenheiros da prefeitura e da Defesa Civil. O prefeito questionou: “É justo esperar uma tragédia para agir diante de uma situação de risco iminente?”
Em uma reportagem do UOL, foi revelado que os gastos com obras emergenciais aumentaram significativamente durante a gestão de Nunes, chegando a um aumento de quase 295%. O prefeito destinou cerca de R$ 3,7 bilhões para contratos emergenciais entre janeiro de 2022 e outubro de 2023, representando um acréscimo de quase 300% em relação ao total gasto nesse tipo de obras nos anos anteriores.
De acordo com o Tribunal de Contas do Município (TCM), houve indícios de superfaturamento de R$ 80 milhões em 18 obras inspecionadas pessoalmente. Além disso, a maioria dos contratos foi firmada com um pequeno grupo de empresas, e mais da metade das obras não cumpriu o prazo estabelecido de 180 dias para conclusão, conforme determina a legislação.