Presidente do Senado condena uso clandestino da Abin durante governo Bolsonaro: “Deslealdade com a sociedade brasileira”

Segundo uma investigação da Polícia Federal, agentes lotados na Abin utilizaram ferramentas de espionagem adquiridas pelo órgão para monitorar autoridades do Judiciário, Legislativo, Receita Federal e até mesmo personalidades públicas, como jornalistas. Para Pacheco, os responsáveis por essas ações devem ser considerados “traidores da pátria” caso sejam comprovadas as acusações.
Durante a sabatina em São Paulo, o presidente do Senado destacou a gravidade dos fatos revelados pela investigação. Ele ressaltou que o uso clandestino de informações da Abin para perseguir pessoas é algo muito sério e que, se confirmado, configura uma traição contra o país. Pacheco afirmou que é fundamental que o Poder Judiciário e os órgãos de persecução criminal esclareçam o caso, garantindo o contraditório, a autodefesa e o devido processo legal aos investigados, além de puni-los de forma efetiva.
O relatório da Polícia Federal apontou que a estrutura da Abin foi utilizada para beneficiar dois filhos de Jair Bolsonaro, Jair Renan e o senador Flávio Bolsonaro. Os agentes envolvidos no monitoramento clandestino buscaram informações sobre investigações que envolviam os filhos do ex-presidente. A investigação, chamada de Abin Paralela, teve seu sigilo retirado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e trouxe à tona uma série de irregularidades cometidas durante o governo Bolsonaro.
Diante dessas revelações, a sociedade brasileira se vê diante de mais um escândalo que coloca em xeque a lisura das instituições e a transparência no uso das informações de inteligência do país. A expectativa é de que as autoridades competentes apurem de forma rigorosa esses acontecimentos e punam os responsáveis, garantindo a integridade dos órgãos de inteligência e a segurança do país.