DestaqueDiário do Rio

Embates no Cais do Valongo: MPF trava projetos imobiliários de empresa na região histórica do Rio de Janeiro



Embates no Cais do Valongo

Cais do Valongo e Docas Pedro II – Foto: Reprodução

A região do Cais do Valongo, um dos pontos históricos mais resistentes da Pequena África,
área que compreende os bairros do Centro, Saúde, Gamboa e Santo Cristo,
se encontra no centro de um intenso debate que coloca em xeque o desenvolvimento econômico urbano frente à preservação
de seu valor histórico-cultural. Recentemente, uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) enviada
ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e à Prefeitura do Rio,
trouxe à tona um embate que pode influenciar o futuro de uma das áreas com maior potencial construtivo do Rio.

Para Marcelo Haddad, presidente da associação Aliança Centro, a preservação do patrimônio cultural
não deve impedir o desenvolvimento sustentável da região. “Dar longevidade saudável a um local histórico implica em torná-lo
visível, acessível e frequentado por visitantes que serão seus maiores guardiões. A região portuária em especial, sofreu
com décadas de esvaziamento e abandono que aos poucos estão sendo revertidos com incentivos para construções que tragam
novos moradores. Associar a preservação do patrimônio ao desenvolvimento da região portuária, que precisa das atividades
econômicas dos moradores e empresas para sair do abandono de décadas, exigirá sabedoria e bom senso das autoridades, conciliando
a necessária instalação de novas infraestruturas e construções para avançarmos numa região cultural e economicamente próspera”
destaca Haddad.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo