Diretor da OMS alerta para colapso do sistema de saúde em Gaza e Cisjordânia devido a ataques durante conflitos entre Israel e Hamas

Tedros Adhanom descreveu a situação como alarmante, relatando que metade dos hospitais de Gaza não está funcionando e o restante está operando acima de sua capacidade. Ele alertou para o risco de surtos de doenças diarreicas, respiratórias e de infecções cutâneas devido à superlotação das instalações. Além disso, mais de 10.800 pessoas foram mortas em Gaza, sendo quase 70% mulheres e crianças. O diretor da OMS também mencionou que uma criança morre a cada dez minutos em média em Gaza, enfatizando a urgência da situação.
No entanto, o embaixador e representante permanente de Israel no Conselho de Segurança, Gilad Erdan, contestou os dados da OMS, afirmando que o foco dos dados apresentados estava nos hospitais de Gaza e não mencionava um recente ataque direto a um hospital israelense por foguetes do Hamas. Segundo o embaixador, o briefing da OMS foi baseado em informações do Hamas, e não dos próprios funcionários da ONU. “Infelizmente, estão transmitindo falsidades completamente desligadas da realidade”, afirmou.
Além disso, o diretor-geral da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS), Marwan Jilani, também fez um relato sobre a situação de saúde em Gaza durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU. Ele descreveu a situação como crítica, alertando que muitas pessoas correm o risco de morrer de fome ou doenças. Jilani apelou ao conselho para que exija um cessar-fogo eficaz e imediato, juntamente com ajuda de emergência para a região norte de Gaza.
Diante desse quadro preocupante, a OMS está apoiando os trabalhadores de saúde, que se encontram física e mentalmente exaustos e “fazendo o melhor em condições inimagináveis”. A organização reiterou a importância de um cessar-fogo imediato e de garantir a segurança e o acesso à assistência médica para a população afetada pelos conflitos.