
Em uma delação de 11 páginas, um preso revelou ao Gaeco que houve uma mudança de poder dentro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no ano de 2003. Após as expulsões de José Márcio Felício, o Geleião, e César Augusto Roriz Silva, o Cesinha, Marcola se tornou o líder máximo da organização criminosa, formando com ele mesmo a célula da “sintonia final”.
Foi nessa época que Marcola “batizou pessoalmente” alguns presos, incluindo Tiriça, Vida Loka, Rogério Jeremias de Simone (Gegê do Mangue), e Edilson Borges Nogueira (Birosca), sendo que os dois últimos acabaram sendo assassinados pela própria facção. O batismo foi realizado em um presídio no interior de São Paulo, com Marcola como padrinho e Tiriça e Vida Loka como afilhados. Atualmente, Marcola, Tiriça e Vida Loka são inimigos mortais e estão presos em alas separadas na Penitenciária Federal em Brasília.
“Pé de guerra”
O racha dentro do PCC ocorreu em fevereiro de 2024, quando um recado da “sintonia final” indicou que a facção estava em “pé de guerra” e havia excluído Tiriça, Vida Loka e Wanderson Nilton de Paula, também conhecido como Andinho, de seus quadros, decretando suas mortes.