Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro amplia campanha de vacinação contra a coqueluche para evitar aumento de casos.

Aumento de casos de coqueluche preocupa Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro

Diante dos números de casos em relação ao aumento de coqueluche no Brasil, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro está intensificando as ações de prevenção da doença no município do Rio. O último caso notificado na cidade havia sido em agosto de 2021 e, neste ano, já são 19 casos confirmados. A principal medida preventiva inclui a vacinação com a pentavalente, DTP e dTpa adulto, todas partes do Programa Nacional de Imunização.
A coqueluche é caracterizada por uma infecção respiratória bacteriana que afeta principalmente bebês de até um ano. A principal medida preventiva inclui a vacinação com a pentavalente, DTP e dTpa adulto, vacinas de rotina contempladas no Programa Nacional de Imunização (PNI).
O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, explica que o aumento de casos de coqueluche e o retorno da doença apontam para a necessidade de intensificar as ações de vacinação. “As coberturas vacinais ficaram muito abaixo da meta nos últimos anos. Em 2023 conseguimos voltar a ter um crescimento nas coberturas vacinais, mas muitas crianças ainda não tomaram as doses no período recomendado. Por isso é muito importante que os pais procurem uma unidade de saúde para atualizar a caderneta de vacinação das crianças”, afirma o secretário.
A doença
A coqueluche é uma doença altamente contagiosa que afeta a traqueia e os brônquios, sendo uma causa significativa de morbimortalidade infantil. A transmissão ocorre pelo contato direto com gotículas respiratórias de pessoas infectadas durante a fala, tosse ou espirro. Os sintomas principais incluem febre, mal-estar, coriza e tosse seca, que pode evoluir para crises intensas.
Se houver suspeita da doença, é recomendável procurar a unidade de saúde de referência, que pode ser localizada na ferramenta “Onde ser atendido”. Em casos confirmados, os pacientes receberão todas as orientações necessárias das equipes de saúde que monitoram a situação. Pacientes não hospitalizados devem se afastar de suas atividades habituais por pelo menos 5 dias após o início do tratamento com antibióticos específicos.
Vacinação
O calendário de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) recomenda aplicações da vacina pentavalente, que protege contra coqueluche, difteria, tétano, hepatite B, meningite por Haemophilus influenzae e outras infecções, aos dois, quatro e seis meses de idade, embora o ciclo vacinal possa ser realizado até os seis anos, 11 meses e 29 dias. O cronograma também prevê reforço com a vacina DTP, que previne também contra difteria e tétano, aos 15 meses e aos quatro anos de idade.
Gestantes e trabalhadores de saúde que atuam em maternidades e em unidades de internação neonatal devem se imunizar com a vacina dTpa adulto, além de trabalhadores de creches que lidam com crianças até quatro anos.
As vacinas de rotina estão disponíveis em todas as 238 clínicas da família e centros municipais de saúde espalhados pela cidade, além do Super Centro Carioca de Vacinação, em Botafogo, que funciona todos os dias, das 8h às 22h; e do Super Centro Carioca de Vacinação de Campo Grande, no ParkShoppingCampoGrande, que também abre todos os dias, de acordo com o horário de funcionamento do centro comercial. A orientação é para que pais e responsáveis levem seus filhos portando um documento de identificação e a caderneta de vacinação da criança.
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