TSE multa senadores e deputados por associação de Lula ao satanismo durante campanha de 2022.

Os parlamentares envolvidos compartilharam um vídeo em que o influenciador Victor Stavale, autodenominado satanista, afirmava ser apoiador de Lula. Nas postagens, comentários foram feitos insinuando que os apoiadores de Lula estavam relacionados ao satanismo, enquanto os apoiadores de Jair Bolsonaro eram associados ao cristianismo e ao bem.
Os deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Carla Zambelli (PL-SP), assim como os senadores Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) foram os parlamentares multados. A defesa dos envolvidos alegou que apenas compartilharam a postagem de Stavale, que se declarava publicamente como apoiador de Lula, e não teriam como saber se ele mentia ou não.
Para os ministros do TSE, no entanto, os parlamentares agiram de forma intencional ao tentar associar falsamente Lula e seus apoiadores ao satanismo. A maioria dos ministros também condenou Victor Stavale e outros dois influenciadores, Bárbara Zambaldi e Leandro Ruschel, a pagar multa de R$ 5 mil, também por propaganda eleitoral negativa.
Durante a votação, os ministros destacaram que o vídeo do influenciador foi uma “armação” e que ele já havia se posicionado contra a candidatura de Lula antes de declarar falso apoio. O presidente do TSE, ministro Alexandre de Mores, classificou a estratégia de “lavagem de fake news” e ressaltou que a publicação do vídeo foi uma tentativa de prejudicar o candidato.
Apesar das defesas negarem o dolo ao publicar o vídeo, as publicações em questão já haviam sido removidas das plataformas de redes sociais na época da campanha por determinação do próprio TSE. O caso levanta questionamentos sobre a propagação de informações falsas e a manipulação de conteúdo nas redes sociais durante períodos eleitorais. O tribunal reforçou a importância do respeito às leis eleitorais e da responsabilidade na divulgação de informações.