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MPF recomenda preservação de ossadas das vítimas da chacina do Jacarezinho e estuda federalização do caso para responsabilização internacional.

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro tomou uma importante medida em relação à chacina que ocorreu no dia 6 de maio de 2021 no Jacarezinho, zona norte da cidade, resultando na morte de 27 civis. Em um ofício enviado para cinco cemitérios do município, o MPF recomendou que os administradores preservem as ossadas das vítimas dessa ação policial. Essa tragédia é considerada a mais letal em uma comunidade do Rio de Janeiro.

Além das vítimas civis, o inspetor da Polícia Civil, André Leonardo de Mello Frias, também perdeu a vida durante a operação, enquanto desembarcava de um carro blindado da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), onde estava lotado. A recomendação do MPF foi feita atendendo a solicitação da Rede de Atenção a Pessoas Afetadas pela Violência de Estado (Raave).

O órgão ressalta que há supostas irregularidades na condução de investigações pela Polícia Civil, principalmente nos inquéritos relacionados às vítimas da Operação Exceptis. O MPF está avaliando a possibilidade de levar os fatos ao Procurador-Geral da República para propor a federalização do caso, visando a responsabilização internacional do Brasil por graves violações aos direitos humanos.

A exumação dos corpos das vítimas será realizada em datas e horários previamente agendados, na presença de autoridades policiais e do administrador do cemitério. Este último será responsável por indicar a sepultura, abrir o túmulo, transportar o corpo para a sala de necrópsias e realizar o novo sepultamento após o término das diligências.

Essas medidas tomadas pelo MPF demonstram a seriedade com que o caso está sendo tratado e a busca por justiça em relação às vítimas dessa tragédia. É fundamental que todas as ações sejam conduzidas de forma transparente e de acordo com a lei, para garantir a elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.

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