
Planalto avalia estratégia de comunicação do presidente
Segundo fontes do Planalto, a estratégia de comunicação adotada pelo presidente tem gerado repercussões positivas e negativas. Inicialmente, as declarações têm pautado o noticiário, porém as constantes ‘brigas’ com o mercado têm afetado a imagem do governo. Para alguns membros da administração, a estratégia tem funcionado, mas a preocupação com as repercussões negativas cresce a cada dia.
Os auxiliares de Lula defendem o conteúdo das mensagens transmitidas pelo presidente, como as críticas aos juros altos, no entanto reconhecem que a forma agressiva, especialmente em relação a Roberto Campos Neto, tem causado ruídos e prejuízos à imagem do governo.
Motivação para mudanças na estratégia de comunicação
A retomada das entrevistas era algo que vinha sendo planejado há algum tempo, especialmente após a baixa receptividade das lives semanais realizadas no ano passado. Lula sempre teve afinidade em se comunicar com rádios populares, e as entrevistas para veículos locais se mostraram uma estratégia eficaz para apresentar feitos e investimentos do governo em cada região, além de permitir a transmissão nas redes sociais.
Os aliados do presidente argumentam que não há pessoa melhor do que ele para representar o governo nas comunicações. Tendo em vista sua habilidade de se comunicar, eles defendem que Lula estava sendo subutilizado e que a estratégia das entrevistas locais é mais eficiente do que iniciativas anteriores, como o extinto programa “Conversa com o Presidente”.
O plano agora é que o presidente conceda entrevistas em cada local que visitar, buscando uma interação mais próxima com o público. Mesmo com as polêmicas geradas, a estratégia é vista como mais eficaz do que as lives semanais conduzidas anteriormente pelo jornalista Marcos Uchôa, que não conseguiram engajar a audiência de forma satisfatória.