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Seca sem precedentes no Pantanal desafia a resiliência do bioma: superfície de água reduz 61% em relação à média histórica.




A crise no Pantanal

A crise no Pantanal

O bioma do Pantanal tem enfrentado uma crise sem precedentes, com números alarmantes de redução de sua superfície de água. Desde 1985, o Pantanal viu uma diminuição de 61% em sua área alagada, atingindo apenas 3.820 km² em 2023, o que representa a maior redução já registrada. Além disso, o tempo em que o terreno permanece submerso diminuiu significativamente, colocando em risco a diversidade e a vida selvagem que dependem dessa área úmida.

De acordo com especialistas, a situação do Pantanal é preocupante, uma vez que a quantidade de água acumulada, que costumava durar pelo menos seis meses, diminuiu drasticamente. A região, que é uma das maiores áreas úmidas do mundo, enfrenta desafios cada vez maiores para sua preservação e sobrevivência.

Há algumas décadas, o Pantanal possuía mais de 65% de vegetação nativa em seu entorno, mas atualmente esse número caiu para menos de 40%. Muitas dessas áreas são fundamentais para o abastecimento de água, pois abrigam nascentes que auxiliam na inundação do terreno. No entanto, a expansão da fronteira agrícola tem impactado diretamente esses ecossistemas, contribuindo para a diminuição da área alagada.

Com a situação mais seca, a temporada de incêndios na região começou mais cedo em 2023, colocando à prova a resiliência do Pantanal. Nas duas primeiras semanas de junho, foi registrado um aumento de quase 700% nos focos de calor em comparação com o mesmo período do ano anterior, que foi marcado pela pior crise de incêndios já registrada.

A maior concentração de focos de incêndio foi observada no município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, que também teve a maior perda proporcional de superfície de água, com uma redução de 53% em relação à média histórica. A situação no Pantanal é urgente e requer ações imediatas para evitar danos irreparáveis a esse importante ecossistema.


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