
A segunda reunião foi realizada entre o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SMTTRUSP) e o sindicato patronal. O encontro com o SPUrbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo) foi solicitado pelos trabalhadores para discutir novas propostas de reajuste salarial e mudanças na carga horária.
De acordo com informações da Folha de S. Paulo, não foi alcançado um acordo entre os representantes. Com isso, uma greve ainda é uma possibilidade, dependendo do resultado de uma assembleia marcada para o fim da tarde desta terça-feira. A Justiça determinou que, caso a paralisação ocorra, os ônibus devem operar com 100% da frota nos horários de pico.
Quais são as reivindicações dos trabalhadores?
A principal exigência dos trabalhadores é a diminuição da jornada de trabalho. Os representantes da categoria pleiteiam uma redução da carga horária para 6,5 horas de trabalho, com um acréscimo de 30 minutos remunerados. “Esta é a principal demanda da categoria”, afirmou a assessoria do SindMotoristas.
Além disso, na lista de demandas estão: reajuste salarial de 3,69% com base no IPCA-IBGE mais 5% de aumento real; cesta básica de qualidade; ajuste do Programa de Participação nos Resultados (PPR) de R$ 1.200 para R$ 2.000; melhorias no vale-refeição, seguro de vida, convênios médico e odontológico, além de revisão dos valores do auxílio funeral.
Quais linhas de ônibus podem ser afetadas pela greve?
Segundo o sindicato, a paralisação envolveria “todas as empresas de ônibus urbanos da cidade”. O SMTTRUSP informou em seu site que até mesmo funcionários da administração e fiscalização devem aderir à paralisação nesta quarta-feira.