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Fracasso do governo conservador britânico: premiê Sunak é visto como elitista e desrespeitoso em evento crucial para sua permanência no poder.




Evento do Dia D pode marcar o fim do governo conservador no Reino Unido

No evento de celebração do 80º aniversário do Dia D, que marcou o ataque das tropas aliadas às forças da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, o que era para ser um momento protocolar se transformou em um símbolo do possível fim do governo conservador no Reino Unido. A decisão desastrada do primeiro-ministro, Rishi Sunak, de deixar o evento mais cedo e pedir para ser substituído por David Cameron foi vista como mais um erro em uma campanha eleitoral conturbada.

Nascido em Southampton e de ascendência indiana, Sunak assumiu o cargo de primeiro-ministro em outubro de 2022, com promessas de conter a imigração ilegal e melhorar o sistema de saúde público. No entanto, a fila de espera por tratamento médico cresceu e seu plano controverso de enviar imigrantes irregulares para Ruanda foi um fracasso.

Outra proposta que não saiu do papel foi a legislação para banir o fumo para as novas gerações, que foi aprovada na Câmara, mas encontrou oposição de membros do próprio partido de Sunak. Em meio a tantos insucessos, o premiê agora propõe o serviço militar obrigatório para jovens, ideia rejeitada por chefes militares e políticos conservadores.

Com a possível derrota iminente nas eleições de julho, Sunak enfrenta pressão interna para deixar o cargo. Duas mulheres, Penny Mordaunt e Kemi Badenoch, despontam como possíveis substitutas, com visões políticas distintas. Mordaunt é considerada uma conservadora moderada, enquanto Badenoch representa uma ala mais radical à direita.

Com um histórico de desgastes herdados de suas antecessores, Sunak vê seu futuro político em xeque, com a volta dos trabalhistas ao poder cada vez mais provável. Resta aguardar os desdobramentos das eleições e as possíveis mudanças no cenário político do Reino Unido.


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