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Desvalorização do Real preocupa diretor do Banco Central, que descarta intervenção no mercado de câmbio.




Artigo sobre Valorização do Real

Diretor do Banco Central se Preocupa com Desvalorização do Real, mas Descarta Intervenção no Mercado de Câmbio

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, expressou preocupação com a desvalorização do real em relação ao dólar durante um evento promovido pela FGV (Fundação Getulio Vargas) no Rio de Janeiro. Galípolo enfatizou que o real tem apresentado um desempenho inferior em comparação com outras moedas de economias emergentes.

Apesar da preocupação, o diretor reforçou que o BC não estabelece uma meta de câmbio, pois acredita que o câmbio flutuante é capaz de absorver mudanças oriundas de reprecificações no mercado, sejam elas influenciadas por questões locais ou estrangeiras.

Nesta sexta-feira, o dólar registrou alta, chegando a atingir R$ 5,585 durante a sessão. A disputa entre os agentes do mercado para a formação da Ptax, taxa de câmbio referencial para a liquidação de contratos futuros, contribuiu para essa elevação.

Galípolo ressaltou que o BC está atento a possíveis disfuncionalidades no mercado de câmbio e avalia o impacto da desvalorização do real em relação a outras moedas de forma criteriosa, buscando identificar sinais que demandem atenção adicional.

O diretor também apontou possíveis razões para a maior desvalorização do real, destacando riscos internos e questões domésticas, como o desentendimento ocorrido na reunião do Copom em maio. Ele mencionou que o mercado brasileiro, por sua liquidez, tende a sofrer mais com variações cambiais.

No decorrer de 2023, o BC não realizou leilões extras de dólar, o que caracterizou a menor intervenção da autoridade monetária desde a adoção do regime de câmbio flutuante em 1999. Em abril, foi vendido um volume considerável de contratos de swap cambial em um leilão adicional.


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