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Conflitos diplomáticos na OEA por questões de gênero e mudanças climáticas são superados com aprovação por consenso de resoluções e declarações.

Conflitos e consensos marcam assembleia da OEA

O tópico gerou conflitos com países como a Argentina, que, no Conselho Permanente da OEA em Washington na semana passada, se opôs a trechos de projetos de resolução que indicam a necessidade de contar com perspectivas de gênero e étnicas nos assuntos abordados pela organização, e que acabaram sendo aprovados na assembleia que começou na quarta-feira e terminou nesta sexta.

“Foi uma dinâmica de negociação intensa”, mas “se obteve a aprovação por consenso das resoluções e declarações”, garantiu o secretário-geral Luis Almagro em coletiva de imprensa nesta sexta-feira.

Dentro da luta contra a mudança climática, os Estados-membros reafirmaram a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, que estabelece que “não pode haver desenvolvimento sustentável sem paz, nem paz sem desenvolvimento sustentável”, e se comprometeram a priorizar políticas públicas com o objetivo de proteger o meio ambiente e combater a mudança climática.

A Agenda 2030 tem como objetivos o fim da pobreza, a igualdade de gênero, a educação, a segurança alimentar, o crescimento econômico inclusivo, e o combate urgente à mudança climática e seus efeitos, entre outros temas.

Esse tema também gerou atritos com a delegação da Argentina, já que o presidente Javier Milei é um firme detrator da questão ambiental.

Outro ponto central da declaração, o combate à insegurança, propõe incentivar “medidas nacionais e regionais para responder aos múltiplos desafios em matéria de segurança”.

Em uma semana marcada por intensos debates e negociações, a assembleia da OEA chegou ao seu término com a aprovação de resoluções e declarações importantes para o futuro da região. Os desafios relacionados à igualdade de gênero, mudança climática e segurança foram alguns dos temas centrais discutidos pelos Estados-membros.

Neste contexto, a divergência entre os países, como o embate com a Argentina, trouxe à tona a necessidade de abordagens mais amplas e inclusivas nos debates da organização. A superação dessas diferenças e a busca por consensos foram destacadas pelo secretário-geral como fundamentais para os avanços conquistados durante a assembleia.

A reafirmação da Agenda 2030 e o compromisso dos Estados-membros com o desenvolvimento sustentável e a proteção do meio ambiente sinalizam uma postura coletiva diante dos desafios globais. A urgência em enfrentar a mudança climática e seus efeitos foi ressaltada como uma prioridade, em meio a um cenário de crescentes preocupações ambientais.

Além disso, o combate à insegurança se mostra como uma questão de grande relevância para a região, demandando ações coordenadas e eficazes tanto em nível nacional quanto regional. Os debates e resoluções aprovadas durante a assembleia refletem a complexidade dos desafios enfrentados pela OEA e a necessidade de cooperação entre os países para superá-los.

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