1º Encontro LGBTQIA+ Indígena Guarani Kaiowá aponta cinco medidas para combater violações de direitos e fortalecer a comunidade.

Durante o encontro, foram discutidos cinco encaminhamentos para enfrentar as violações de direitos contra a população LGBTQIA+ indígena. Entre as propostas estão a criação de oficinas de diálogo com jovens nas comunidades, a formação de agentes de saúde e professores dentro das aldeias, o fortalecimento da rede de proteção, elaboração de materiais informativos e a construção de uma casa de acolhimento.
A avaliação do chefe de gabinete da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Alessandro Santos Mariano, foi positiva em relação ao encontro. Segundo ele, foi um espaço de escuta sobre violações de direitos e formação dos sujeitos em relação aos seus direitos, com destaque para a conexão com a cultura e a organização dos indígenas.
A Apib destacou o evento como um marco na luta pela igualdade e visibilidade dos indígenas LGBTQIA+, ressaltando a importância do diálogo intercultural, construção de redes de apoio e incidência política. O encontro contou com a presença de autoridades e entidades públicas, que promoveram debates sobre casamento homoafetivo, identidade de gênero, violência e saúde mental.
O evento também marcou a inauguração do programa Bem Viver+, criado pelo MDHC para enfrentar a violência e promover os direitos das pessoas LGBTQIA+ nos territórios do campo, das águas e das florestas. Estão previstas novas ações e encontros com indígenas LGBTQIA+ em outras regiões do país. A união de esforços entre diferentes órgãos e instituições é fundamental para garantir a implementação dos encaminhamentos e o apoio às comunidades LGBTQIA+ indígenas.