
Em meio a debates acalorados, o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, se viu envolvido em uma polêmica sobre a taxação de produtos chineses de baixo valor. Durante uma discussão, um parlamentar afirmou: “Eu disse a Alckmin que minha filha compra essas bugigangas, a filha dele compra, a filha do Arthur Lira compra. Por que vamos impedir?”. A declaração levantou questionamentos sobre a relação entre os parlamentares e a importação desses produtos.
As “bugigangas” em questão são os produtos de até determinado valor vendidos por sites chineses, como Shopee e Shein. Alckmin argumenta que esses produtos concorrem diretamente com itens produzidos pelas indústrias brasileiras, o que poderia impactar a economia nacional.
No entanto, a proposta de imposto foi incluída em um projeto voltado para incentivar o setor automotivo, o Mover, o que gerou ainda mais controvérsia. Essa ação levanta a discussão sobre a inclusão de temas que não estão relacionados diretamente no projeto, o que popularmente é chamado de “jabuti” no Congresso.
A expressão “jabuti não sobe em árvore. Quando está lá, ou foi enchente, ou mão de gente” é frequentemente utilizada para ilustrar essa prática. Geralmente, o idealizador do “jabuti” permanece desconhecido, o que gera ainda mais mistério em torno do assunto.