
Julian Assange e o acordo com os EUA
Em 2006, fundou e tornou-se editor do site WikiLeaks, uma plataforma onde denunciantes anônimos poderiam compartilhar informações e dados secretos. Mas foi em 2010 que ele e sua plataforma ficaram conhecidos. Na época, a analista de inteligência do exército norte-americano Chelsea Manning passou a publicar no WikiLeaks uma série de documentos confidenciais sobre atividades militares e diplomáticas dos EUA. Ela foi condenada a 35 anos de prisão por um tribunal militar, mas foi libertada depois de passar sete anos na prisão por decisão do governo do então presidente Barack Obama.
Essas informações divulgadas, incluíam 75.000 documentos relacionados à guerra no Afeganistão e cerca de 390.000 relatórios de campo do exército relacionados à guerra no Iraque. Segundo os promotores, isso teria colocado em risco também a vida de informantes dos Estados Unidos.
Assange vinha enfrentando uma série de batalhas judiciais para evitar a extradição para os Estados Unidos. O fundador do WikiLeaks foi preso pela polícia britânica em abril de 2019, depois de passar sete anos confinado na embaixada do Equador em Londres, de onde tentou evitar a extradição para a Suécia em uma investigação por estupro, que foi arquivada no mesmo ano.
O que se sabe sobre o acordo
A Justiça dos EUA acusou Assange de até 18 crimes relacionados a violações da Lei de Espionagem, mas o acordo prevê que ele se declare culpado de uma única acusação: a de conspirar para obter e divulgar ilegalmente informações confidenciais.
O acordo prevê que ele seja condenado a 62 meses de prisão, o equivalente ao tempo que já cumpriu na prisão de alta segurança de Belmarsh, no Reino Unido.