Política estratégica de Paes transforma Galeão em segundo maior hub internacional do Brasil, superando Brasília e Viracopos

Galeão: o aeroporto que renasce das cinzas
Desde que o Prefeito Eduardo Paes implementou, em setembro do ano passado, uma política estratégica para reverter o cenário de subutilização do Aeroporto Internacional do Galeão, os resultados têm sido expressivos. A restrição de destinos no Santos Dumont, acompanhada por esforços para ampliar o movimento no terminal da Ilha do Governador, está rendendo frutos. Dados apresentados nesta quinta-feira (15/08) no Rio Innovation Week, a maior conferência global de tecnologia e inovação realizada nos armazéns do Pier Mauá, confirmam o impacto positivo: o Galeão, com capacidade para receber até 84 milhões de passageiros por ano, se consolidou como o segundo maior hub de voos internacionais do Brasil, ultrapassando Brasília e Viracopos.

O Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico do Rio, Chicão Bulhões, enfatizou que a baixa movimentação do Galeão nunca esteve associada à insegurança da Linha Vermelha, tampouco à localização do aeroporto, mas sim à falta de infraestrutura e à desarticulação entre os aeroportos da cidade. “As pessoas não deixam de pegar a Linha Vermelha para viajar, para ir para a Região Serrana ou para as cidades da Baixada Fluminense. A Linha Vermelha nunca foi o motivo”, afirmou Bulhões.

Com as mudanças implementadas pela prefeitura, o Galeão começou a recuperar sua vocação como hub internacional, enquanto o Santos Dumont retomou seu papel como aeroporto predominantemente doméstico. “Isso beneficiou os dois aeroportos, com aumento do número de passageiros em um e melhor entrega de serviços no outro, que funcionava com sobrecarga, atrasos e cancelamentos de voos, além de reclamações dos passageiros”, ressaltou o secretário.
No evento, novidades promissoras foram apresentadas pelo CEO da RIOGaleão, concessionária responsável pela administração do terminal. O aeroporto passará a contar com voos diretos para Dallas, no Texas, além de um aumento de 30% na carga aérea doméstica destinada ao Rio. Outro ponto destacado é que o Galeão não enfrenta limitações de peso para decolagem e chegada, um diferencial que impulsiona as operações.
Alexandre Monteiro, CEO da RIOGaleão, destacou ainda o papel estratégico da Gol Linhas Aéreas, que opera mais de 30 destinos e é um ativo importante tanto no Galeão quanto no Santos Dumont.
Esse crescimento do Galeão reflete diretamente no desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro. “A economia do Rio passou a acelerar mais que a do Brasil”, destacou Chicão Bulhões, citando que a cidade ultrapassou Paris em número de filmagens cinematográficas.
O Rio vive um bom momento, com eventos como o G20 aquecendo a carga aérea e os hotéis registrando uma ocupação média de mais de 85%. O Galeão, com suas melhorias, está pronto para se tornar um dos principais pontos de entrada internacional do país, batendo recordes históricos de passageiros.
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