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Escândalo na saúde: Médicos acusados de condutas negligentes durante a pandemia são investigados por homicídio culposo e omissão de notificação de doença.

Acusados são investigados por diversos crimes durante a pandemia

Um caso de grande repercussão veio à tona nos últimos dias, envolvendo médicos acusados de homicídio culposo, omissão de notificação de doença e crime de perigo. A denúncia mais recente se refere à distribuição indiscriminada de kits para covid-19 nas residências de clientes, muitas vezes sem uma consulta presencial adequada.

Além disso, os profissionais de saúde também devem comparecer a audiências para esclarecer condutas que resultaram na morte de pacientes durante a pandemia. Segundo o Ministério Público, alguns médicos administraram medicamentos sem eficácia comprovada, levando a óbito de diversas pessoas. Em alguns atestados de óbito, a causa da morte não foi declarada como covid-19, configurando omissão de notificação de doença.

A denúncia mobilizou cinquenta e nove famílias de pacientes que buscaram ajuda junto ao Ministério Público. No entanto, apenas sete denúncias avançaram, enquanto as outras 52 foram arquivadas. O promotor Everton Zanela explicou que não foi possível estabelecer uma relação entre o tratamento recebido e a morte dos pacientes, e em casos de possível violação ética, o CREMESP foi acionado.

Em declaração, o promotor Everton Zanela ressaltou que dos 13 mil pacientes que receberam o kit de covid, 240 vieram a óbito posteriormente. No entanto, a ligação direta entre a morte e o tratamento não pôde ser comprovada. Diante disso, o promotor classificou as condutas como crime de perigo, colocando em risco a saúde dos pacientes.

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