Nova tecnologia brasileira detecta contaminação por coliformes fecais na água em 20 minutos, aponta estudo inovador liderado por pesquisadores da UFRJ.
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O estudo, financiado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e publicado na revista “Polymers”, destaca-se pela sua rapidez, sensibilidade, baixo custo e facilidade de fabricação. Enquanto métodos tradicionais de detecção podem levar até dois dias para fornecer resultados, essa tecnologia inovadora oferece uma solução eficaz para o monitoramento da qualidade da água em um momento global crítico de escassez de fontes de água limpa.
O sensor de fibra óptica funciona de maneira similar às usadas em telecomunicações, porém utilizando fibras ópticas plásticas mais acessíveis e fáceis de manipular. Alterações microscópicas na superfície da fibra óptica causadas por bactérias, como Escherichia coli, podem ser detectadas através do sensor. Os pesquisadores fixaram anticorpos específicos na fibra por meio de nanopartículas de ouro, aumentando a sensibilidade do resultado.
A viabilidade de reproduzir o sensor em larga escala a baixo custo abre portas para a criação de um protótipo final móvel e portátil, ideal para medições diretas em locais suspeitos de contaminação. O professor Werneck enfatiza a importância de aumentar a sensibilidade do sensor para garantir a qualidade da água para consumo humano, visando alcançar um produto mais compacto e sensível ainda este ano.
Com vantagens como isolamento elétrico e portabilidade, o sensor de fibra óptica se destaca no sensoramento de bactérias, permitindo análises rápidas em campo sem a necessidade de trazer amostras para laboratório. O próximo objetivo da pesquisa é converter o equipamento de laboratório em um dispositivo portátil e robusto, possibilitando a sua utilização em campo. A busca por soluções inovadoras para problemas ambientais urgentes demonstra o compromisso dos pesquisadores brasileiros com a sociedade e o meio ambiente.