Número de queimadas no Pantanal volta a crescer e atinge 238 focos em apenas um dia, alerta Inpe

No acumulado dos últimos 12 meses, o Pantanal já soma 9.014 ocorrências de queimadas, um aumento significativo em relação aos 1.298 registros do mesmo período do ano passado. O problema tem se intensificado mais cedo do que nos anos anteriores, que geralmente viam um agravamento a partir de agosto.
O impacto do fenômeno El Niño na mudança climática já é perceptível no Pantanal, com efeitos no volume dos rios que cortam a região. Recentemente, a Agência Nacional de Águas (ANA) declarou situação crítica de escassez de recursos hídricos na Bacia do Paraguai, demonstrando mais uma vez a gravidade da situação.
Diante desse cenário preocupante, o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou a criação de uma sala de situação para ações de prevenção e controle de incêndios e secas. O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou a gravidade da situação em Corumbá, Mato Grosso do Sul, afirmando que o Pantanal está completamente seco no primeiro semestre, algo inédito.
Uma pesquisa do MapBiomas revelou que, proporcionalmente, o Pantanal é o bioma mais afetado por queimadas nos últimos 39 anos, com 9 milhões de hectares atingidos, representando 59,2% do território dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O município de Corumbá se destaca como o mais afetado por incêndios no Brasil, com o Pantanal apresentando 25% de seu território marcado pelas queimadas.
Firmando um pacto com os governadores da região, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima se comprometeu a implementar ações de prevenção e combate às queimadas, incluindo a suspensão das autorizações de queima durante o período seco. No entanto, o MMA ainda não se pronunciou sobre o assunto quando procurado pela reportagem da Agência Brasil.