Eike Batista retorna ao mercado de energia com aposta na cana-de-açúcar transgênica em evento no Rio.
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Em sua participação no Energy Summit, realizado no Rio, nesta terça-feira (18), o empresário Eike Batista mostrou que ainda está vivo no mercado, especialmente naquele no qual fez aparente sucesso anos atrás: o mercado de energia. No encontro, o ex-bilionário apresentou o projeto desenvolvido pelo agrônomo Sizuo Matsuoka, do qual não confirmou ser sócio investidor, dizendo-se apenas um “catalisador”. “Eu sou um ótimo garoto propaganda”, teria dito Batista, segundo o site Epbr.
O foco de Eike, em sua atual fase, é a cana-de-açúcar geneticamente modificada. Projetos defendidos por ele mostram que, com a versão transgênica, o Brasil poderia produzir 100 bilhões de litros de etanol, substituindo os atuais 5,5 milhões de hectares plantados do vegetal natural. De acordo com Eike, a cana transgênica poderia ser usada como base para o SAF – combustível de aviação produzido a partir de matérias-primas renováveis, que será usado para a descarbonização do modal.
Mais produtiva do que a cana convencional, a aposta transgênica poderá atingir o plantio de 354 toneladas de cana por hectare, quase o dobro das 180 da produção da cana normal, como explicou o executivo, acrescentando que o Brasil tem condições de atender à demanda internacional por SAF, uma vez que a produção nacional é baseada na cana, não competindo com outras culturas, como o milho, que é gênero alimentício. Dadas as suas características, a cana modificada seria para o produtor “um mercado infinito”, segundo Eike.
A produção de papel e a substituição de produtos plásticos também foram apontados pelo fundador do extinto império X, como possibilidades produtivas a partir da cana transgênica. “Queimar bagaço, que é uma fibra nobre, é como dar caviar para crocodilos”, comentou o empresário, que esteve com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para falar sobre o tema e a quem prometeu a elaboração de um projeto estadual para substituir embalagens plásticas por outras produzidas com cana. “Esqueçam o plástico. A cana do Brasil, junto com a chinesa e a indiana, vai matar o plástico da indústria”, observou Eike Batista, que também aposta na energia solar em detrimento da eólica, por causa da sua sinergia com o armazenamento em baterias.
Com informações do site Epbr.
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