Câmara dos Deputados debate greve na educação pública federal em audiência interativa nesta quinta-feira.

19/06/2024 – 14:00
Luiz Gustavo Prado/Secom UnB
Reitoria da Universidade de Brasília, uma das que aderiu à greve
A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados discute nesta quinta-feira (20) a greve da educação pública federal.
O debate atende a pedido do presidente do colegiado, deputado Glauber Braga (Psol-RJ), e será realizado a partir das 10 horas, no plenário 3.
Essa audiência também será interativa, veja quem foi convidado e envie suas perguntas.
Braga lembra que servidores de universidades e institutos federais estão em greve há mais de três meses em busca de reposições de perdas salariais.
Na semana passada, o ministro da Educação, Camilo Santana, pediu, em audiência na Câmara, o fim da greve nas universidades federais. Segundo o ministro, o governo reconhece o papel dos servidores públicos federais e, por isso, recebeu o movimento grevista e fez propostas de reestruturação de carreiras e reajustes de benefícios para serem implementadas até 2026.
“Depois de anos sem reajuste, no primeiro ano do governo do presidente Lula, foram dados 9% de reajuste a todos os servidores públicos federais”, disse Camilo Santana.
A Universidade Federal de Santa Catarina e a Universidade Federal de Minas Gerais já interromperam a paralisação.
Da Redação – ND
Houve um intenso debate na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (20) sobre a greve da educação pública federal, que já dura mais de três meses. O presidente do colegiado, deputado Glauber Braga (Psol-RJ), solicitou a realização da audiência, que ocorreu no plenário 3 a partir das 10 horas.
Durante a audiência, o ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu o fim da greve nas universidades federais, destacando que o governo reconhece a importância dos servidores públicos federais. Ele apresentou propostas de reestruturação de carreiras e reajustes de benefícios a serem implementadas até 2026, após anos sem reajustes significativos.
Os servidores de universidades e institutos federais reivindicam reposições de perdas salariais e têm mantido a paralisação como forma de pressionar o governo. Apesar disso, algumas instituições, como a Universidade Federal de Santa Catarina e a Universidade Federal de Minas Gerais, já encerraram a greve.
A audiência contou com a participação de representantes de entidades ligadas à educação e foi marcada por questionamentos e debates acalorados. Ficou evidente a preocupação com a situação dos servidores e a busca por soluções que atendam às demandas da categoria.