
Senadora Professora Dorinha propõe mudanças no novo ensino médio
A senadora Professora Dorinha, do partido União Brasil de Tocantins, apresentou alterações no relatório sobre o novo ensino médio que havia sido divulgado na semana passada. As mudanças buscam fortalecer as disciplinas obrigatórias na grade comum curricular dos estudantes desta etapa educacional.
O projeto está previsto para ser votado na quarta-feira (19) na Comissão de Educação do Senado.
De acordo com a proposta da parlamentar, das 3.000 horas totais do ensino médio, 2.400 seriam destinadas às horas comuns a todos os alunos, incluindo aulas de disciplinas tradicionais como matemática e português, entre outras.
Para os estudantes que optarem pelo ensino profissionalizante, a carga comum seria reduzida para 2.200 horas, deixando 800 horas para aulas específicas dos cursos técnicos. Na Câmara, os deputados haviam estabelecido 2.100 horas para a grade comum e 900 horas para as aulas técnicas no caso do ensino profissionalizante.
Com possíveis alterações por parte dos senadores, o projeto deverá retornar para uma votação final na Câmara antes de seguir para sanção presidencial.
Na semana anterior, a senadora Dorinha havia apresentado um relatório com a proposta de 2.200 horas de formação geral básica para todos os casos. No entanto, ela modificou o texto para diferenciar o ensino médio convencional do técnico, seguindo a linha aprovada pelos deputados.
Além disso, a senadora propôs um aumento na carga horária geral do ensino técnico a partir de 2029, visando evitar deficiências nas disciplinas obrigatórias dos alunos dos cursos técnicos.
Outra alteração apresentada por Dorinha foi a reintrodução da obrigatoriedade do ensino de espanhol nas escolas públicas brasileiras, uma previsão inicial do governo que havia sido excluída pelos deputados.
Há também divergências entre o relatório em discussão no Senado e na Câmara dos Deputados em relação à contratação de professores de ensino técnico. Enquanto a proposta dos deputados era mais flexível, permitindo a contratação de profissionais com notório saber em áreas específicas, a senadora propõe critérios mais restritivos, reservando tais contratações para casos excepcionais onde os profissionais não sejam docentes.