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A expectativa dos senadores, porém, é que o PL nem chegue ao Senado. A aposta, segundo apurou o UOL, é que a proposta “morra” na Câmara.
Parte das senadoras da Casa fez coro com Pacheco em relação à dramatização de um feto sendo abortado realizada no plenário ontem. O senador se irritou com a simulação de aborto pelo método de assistolia fetal e com a “falta de contraditório” —apenas especialistas contrários ao método recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) discursaram. A técnica é utilizada para a interrupção de gestações acima de 22 semanas.
Hoje, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) criticou duramente o evento no plenário. Ela reforçou que o Estado é laico, defendeu as leis atuais sobre aborto legal e disse que gostaria de ver a contadora de histórias que dramatizou um aborto encenando um estupro.
Pacheco também ficou irritado porque quase não havia senadoras presentes. Das 15 mulheres deste mandato, apenas Damares Alves (Republicanos-DF) participou da sessão. O presidente do Senado disse que a bancada feminina deve analisar e estudar o projeto.
A maioria das parlamentares estava em agenda em seus estados durante o evento. Ao UOL, uma delas disse que a ausência das senadoras também expõe o descontentamento com o projeto. A presença dos parlamentares não é obrigatória nas sessões temáticas.
A bancada afirma que não houve convite do senador que organizou o ato, Eduardo Girão (Novo-CE). Uma das senadoras é a médica Zenaide Maia (PSD-RN), cuja presença era considerada importante para o debate, segundo uma das parlamentares ouvidas.