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Netanyahu reorganiza gabinete de guerra após saída de Gantz e pressão dos EUA, excluindo aliados e gerando polêmica.




Artigo Jornalístico

Um membro do alto escalão do governo procurou explicar à RFI o posicionamento de Netanyahu: “Não há necessidade de manter o gabinete de guerra reduzido, já que ele foi criado como parte das negociações para Gantz se juntar ao governo. A tendência é que as reuniões reduzidas continuem, mas sem esse nome. E devem ocorrer até com mais frequência”, diz.

De acordo com as avaliações de outras fontes de segurança, a intenção de Netanyahu seria a de excluir não apenas Ben Gvir, como também seu aliado Bezalel Smotrich, ministro das Finanças.

Ao contrário das reuniões do gabinete de segurança amplo, onde já compareceram cerca de 50 pessoas, incluindo ministros, convidados adicionais da área de defesa e conselheiros ou chefes de gabinete, a gestão das reuniões no gabinete de guerra reduzido foi mais fácil devido ao pequeno número de participantes. Apenas Netanyahu, Benny Gantz e o ministro da Defesa Yoav Gallant tinham direito a voto.

Pressão dos EUA

Após a saída de Gantz, os Estados Unidos pressionaram Netanyahu para não dissolver o gabinete de guerra por acreditarem que se tratava de um fórum interno mais moderado e avesso à influência de extremistas. Uma das opções era a adesão de Israel Katz, ministro das Relações Exteriores. No entanto, Smotrich e Ben Gvir insistiram que em qualquer caso de expansão do gabinete eles deveriam ter direito a assento.

Membros da oposição israelense interpretam o gesto de Netanyahu como uma tentativa de se colocar à margem do processo de tomada de decisões. Isso porque a partir de agora as medidas mais importantes precisarão ser levadas ao gabinete de segurança amplo. E com um número maior de participantes, a tendência é que seja difícil aprová-las ou chegar a consenso por meio de negociações.

Análise das reuniões no governo de Netanyahu

O governo de Israel liderado por Benjamin Netanyahu tem passado por mudanças no formato das reuniões e na composição do gabinete de guerra. O motivo para essas alterações foi explicado por um membro do alto escalão do governo que concedeu uma entrevista à Radio France Internationale (RFI).

Segundo a fonte, não havia mais a necessidade de manter o gabinete de guerra reduzido, pois sua criação foi parte das negociações para a entrada de Benny Gantz no governo. A indicação é de que as reuniões continuarão acontecendo, mas sem a denominação específica de “gabinete de guerra”, e possivelmente com uma frequência maior do que antes.

Outras fontes de segurança afirmam que Netanyahu tem a intenção de excluir do gabinete não apenas Ben Gvir, mas também seu aliado Bezalel Smotrich, que ocupa o cargo de ministro das Finanças. Essa movimentação política visa a uma reorganização interna, visando a facilitar as tomadas de decisões.

Em contraste com as reuniões no gabinete de segurança amplo, que chegaram a contar com cerca de 50 participantes, incluindo ministros, convidados da área de defesa e conselheiros, as reuniões no gabinete de guerra reduzido foram mais gerenciáveis devido ao baixo número de participantes. Somente Netanyahu, Benny Gantz e o ministro da Defesa Yoav Gallant possuíam direito a voto, o que agilizava o processo decisório.

Pressão dos Estados Unidos

A saída de Benny Gantz do governo de Netanyahu levantou preocupações nos Estados Unidos, que pressionaram o premi…


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